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Expoflora encerra edição e deixa reflexos na economia e na vida de Holambra

Publicado às 08h03

A Expoflora encerrou sua edição de 2026 no último dia 27 de setembro, após movimentar Holambra durante o mês. Além de atrair visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior, a festa representa oportunidades de trabalho, geração de renda e divulgação para comerciantes, artesãos e grupos comunitários.

Moradora de Holambra há 12 anos, a advogada Gleice Fernanda Vieira destaca que o evento também beneficia quem vive na cidade. “É uma forma de renda extra. Apesar de muitos expositores serem de fora, muitos trabalham aqui por recomendação, e alguns moradores acabam se dando bem em relação a isso”, afirma.
A movimentação também é percebida pelos artesãos que participam da feira. Há oito anos em Holambra, Rosangela Domingues de Godoy expõe seus produtos na feira do Moinho e destaca os reflexos econômicos da festa.

“Eles trazem muitos turistas para cá. O setor da economia também ajuda bastante, não só eu, que sou MEI, mas é uma festa que todo mundo gosta, todo mundo participa, todo mundo espera. É um momento grandioso, porque é uma coisa muito bonita”, relata. Segundo ela, o evento também gera empregos para Holambra e cidades do entorno.

Para Marisa Trippia, que participa da Expoflora há 11 anos, a festa é uma oportunidade de divulgar seu trabalho para públicos de diferentes lugares. “Para mim, como artista, é uma grande divulgação do meu trabalho. Vêm pessoas de vários lugares do Brasil e de fora, além da mídia. Vou colhendo tudo ao longo do ano inteiro. Para mim, é um resultado maravilhoso”, afirma. Neste ano, a artesã levou peças inspiradas na natureza e na busca por tranquilidade, entre elas mandalas com flores e instrumentos.

Muita história — A Expoflora também teve papel na consolidação de Holambra como destino turístico. Criada em 1981 para divulgar a produção de flores do município, a festa contribuiu para ampliar a visibilidade da cidade e estimular a criação de hotéis, restaurantes e atrativos turísticos.

“A Expoflora cresceu muito mais do que imaginavam e, com isso, as pessoas começaram a perceber que existia interesse turístico. Surgiram hotéis, restaurantes e atrativos turísticos. Holambra ganhou o título de estância turística, muita visibilidade e oportunidades de negócios, emprego e renda”, explica a assessora de imprensa Ivonne de Wit.

Com uma relação pessoal com o evento desde a infância, Ivonne integrou por 12 anos o grupo de dança folclórica holandesa e, posteriormente, teve experiências profissionais ligadas ao turismo local. Para ela, a festa continua sendo uma vitrine da produção da cidade.

“É uma vitrine das nossas flores e plantas, do que é produzido. As pessoas vêm para ver as novidades, criam amor pela cidade e colhemos os frutos disso o ano inteiro”, afirma.

A participação da população também se estende a iniciativas comunitárias. O grupo de escoteiros, por exemplo, realiza a venda de água durante o evento, atividade que proporciona experiências de contato com o público e arrecadação para o grupo.

“Muitos escoteiros que dançam não conseguem fazer encontros no mês de setembro. Como encontro, eles vêm para a Expo para vender água, aprender a falar com o público e valorizar o que vão receber”, explica Gloria Donhoff, integrante do grupo.

Segundo ela, a atividade também promove a troca com escoteiros de outras cidades que visitam a festa.

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