“Sem voluntários, o Museu de Holambra simplesmente não existiria”

“Sem voluntários, o Museu de Holambra simplesmente não existiria”

Antes mesmo de ganhar paredes o Museu de Holambra já existia como um ideal coletivo: o desejo de preservar memórias, contar histórias e manter viva a identidade de uma comunidade.

O museu é uma associação sem fins lucrativos, criada em 1988 pelos voluntários Sra. T. Miltenburg, Sr.N. Koors, Sr.H. Flipsen, Sr. J.Lietjens, Sr.W. Welle e Sra.M. Peters. Desde então, o espírito de colaboração e dedicação continua sendo fundamental para o funcionamento e o desenvolvimento do museu.

Sem voluntários, o Museu de Holambra simplesmente não existiria

No dia a dia, são os voluntários que dão vida ao espaço. Eles cuidam não apenas da estrutura física, mas também dos detalhes que fazem o museu acolhedor e vivo. É o caso de Izaura Christians, nascida em Holambra, que após uma vida dedicada ao comércio, hoje dedica suas tardes de terça-feira ao jardim do museu: um trabalho silencioso, mas cheio de significado, que floresce a cada semana.

Essa dedicação de voluntariado, também, se revela nos momentos de eventos importantes da cidade. Durante a Expoflora, cerca de 20 voluntários se mobilizam ao longo de cinco finais de semana para preparar pratos típicos, mantendo vivas as tradições culturais que encantam milhares de visitantes.

Para Fernanda Morra, moradora de Holambra desde 2000, o voluntariado é uma forma de contribuir com o outro e fortalecer o senso de comunidade.

Atualmente o museu recebe cerca de 17 mil visitantes por ano, entre turistas e estudantes de diferentes cidades e grupos organizados. Transformar essa visita em uma experiência significativa é tarefa dos guias voluntários, hoje um grupo diverso, formado por 22 pessoas.

São eles que conectam passado e presente, transformando informação em narrativa e visita em experiência.
Entre os guias, há jovens que encontram no museu muito mais do que um trabalho: descobrem um espaço de aprendizado e de conexão com a cidade. Embora recebam uma pequena remuneração, a experiência representa um investimento que vai além do institucional, é profundamente humano.

É o caso de Enzo Bruno, estudante de arquitetura, que, mesmo não sendo natural de Holambra, construiu uma relação genuína com o lugar. Para ele, guiar visitantes vai além de transmitir informações: é escutar, trocar experiências e reconhecer, no olhar de quem chega, o encanto único que a cidade desperta.

O museu também é espaço de formação. Novos guias estão sempre em aprendizado, como Milena van de Broek, que encontrou ali uma forma de aprofundar seu conhecimento sobre a cultura local e desenvolver suas habilidades de comunicação.

Ao lado dos mais jovens, há também guias que viveram de perto a história da imigração e hoje compartilham suas próprias memórias com os visitantes. É o caso de Geraldo Eysink, que vê no voluntariado uma forma de honrar o legado de sua família e de tantos outros imigrantes que ajudaram a construir a cidade.

Quanto à disponibilidade, cada guia pode escolher quando deseja colaborar: aos sábados ou domingos, no período da manhã (das 9h30 às 13h30) ou da tarde (das 13h às 17h). É possível participar uma vez por mês ou todos os finais de semana — cada voluntário organiza sua própria agenda.

Ser voluntário é uma experiência enriquecedora, e ser voluntário como guia de museu é também uma forma de manter viva a história e fortalecer os laços com a comunidade.

Se você gostaria de conhecer e / ou participar deste grupo, entre em contato com Rita Gonçalves pelo WhatsApp (19) 978214241 ou comparecer ao local para tomar um café com a equipe, pois será muito bem-vindo.

Informações: Divulgação Museu