Os envolvidos com a direção do Cineclube Holambra tiveram um ótimo motivo para fazer uma celebração já nesta largada de ano: checando as estatísticas de público desde o início de suas atividades em 2013, constataram que nunca a média de público tinha sido tão alta. Foram 55 pessoas em 2025 frente a 39 em 2024 e 28 em 2023. E nos dois anos anteriores foram exibidos sete filmes por ano enquanto 2025 ficou com seis exibições, que é o padrão de suas atividades.
Atualmente, cinco pessoas compõem o grupo que troca ideias e sugestões e argumenta entre si para decidir quais filmes serão exibidos. Liderados por Chico (Frans) Schoenmaker, iniciador do movimento, o grupo conta ainda com Roberto Magno, Flávia Moraes, Luís Alves e Rafael Britto.
Chico comenta que, ao longo destes 13 anos de atividades (só deixaram de exibir filmes na pandemia de 2020/2021), ter alcançado a marca de 55 pessoas como média de público é um dado gratificante e motivador. E já declara que a meta para este ano é de 60 pessoas por sessão. Segundo ele, “um chamariz extra à presença de público é o telão de LED que foi instalado no Espaço Cultural Terra Viva, local de todas as exibições. O telão de 2,60 m x 1,45 m trouxe uma maior qualidade na exibição”.
Algo que diferencia as exibições do Cineclube é a troca de ideias que se segue a cada filme. Para Roberto, “assistir a um filme junto, compartilhar o silêncio, o impacto e a emoção, e depois transformar tudo isso em palavra, escuta e diálogo, faz do cinema algo vivo. Por isso os debates sempre foram parte essencial do Cineclube, espaços abertos, generosos e instigantes, onde diferentes vozes se encontram para refletir sobre o mundo e sobre nós mesmos.”

Flávia, a mais nova integrante do grupo, considera o Cineclube um meio de entretenimento, educação e reflexão social. E diz que “o debate que se segue amplia a visão de mundo, promove o pensamento crítico, preserva e discute a identidade cultural, informa sobre diferentes opiniões e pontos de vista”.
Sem estar perdido entre companheiros mais rodados, Rafael é, de longe, o mais jovem do grupo e, como marca da idade, o mais hábil para encontrar os filmes nos formatos corretos para a exibição. Ele diz que “é um grande prazer fazer parte deste grupo, que democratiza o acesso a filmes, realizando sessões de cinema gratuitas e públicas. Ainda há muitas pessoas que não conhecem nosso cineclube. Precisamos fazer com que mais gente saiba dessa oportunidade e se sinta convidada a participar dessa experiência coletiva, ampliando o espaço de convivência e diálogo, fortalecendo vínculos sociais.”
Para Luis, o grupo está talvez conseguindo se aproximar mais do que atrai ou interessa ao público, daí um dos motivos do aumento da média. E isso faz com que mais pessoas tenham vontade de descobrir como é assistir e participar de uma sessão do Cineclube. Ele não deixa de citar que ainda tem a pipoca, também gratuita. Tudo para tentar criar um pouco o clima de se ir até uma verdadeira sala de exibição. E lembra que as exibições deste ano tem início na próxima sexta-feira, dia 30 de janeiro, com a exibição do Filme brasileiro “O Filho de Mil Homens”.





